Mecânico, você trabalha diariamente com óleo, graxa, gasolina e produtos químicos? Você pode estar deixando de receber até R$ 648,40 por mês de adicional de insalubridade.
E esse valor, acumulado durante anos de trabalho, pode representar uma diferença importante no seu bolso.
Muitos mecânicos trabalham durante anos em oficinas, concessionárias, transportadoras e empresas de manutenção sem saber que a exposição habitual a determinados produtos químicos pode gerar direito ao adicional de insalubridade.
Mecânico tem direito a 40% de insalubridade?
Dependendo das atividades realizadas e das condições de exposição, o mecânico pode ter direito ao adicional de insalubridade.
A NR-15 prevê situações de exposição a agentes químicos que podem caracterizar atividade insalubre.
Na rotina de uma oficina, é comum o mecânico manter contato com:
- óleo mineral e óleo usado de motor;
- graxas;
- gasolina;
- solventes;
- desengraxantes;
- querosene;
- hidrocarbonetos e outros produtos químicos.
O contato com determinados agentes, especialmente óleos minerais e substâncias contendo hidrocarbonetos, pode levar ao reconhecimento da insalubridade, dependendo das condições concretas de trabalho.
Quanto vale 40% de insalubridade para o mecânico?
Considerando o salário mínimo de 2026 de R$ 1.621,00, um adicional de insalubridade em grau máximo, correspondente a 40%, representa:
R$ 648,40 por mês.
Isso significa que um mecânico que deveria receber o adicional, mas não recebe, pode estar deixando de ganhar aproximadamente:
1 mês: R$ 648,40
12 meses: R$ 7.780,80
5 anos: R$ 38.904,00
E atenção: esses valores são apenas uma estimativa simples do adicional mensal.
Dependendo do caso, o reconhecimento da insalubridade também pode produzir reflexos em outras verbas trabalhistas, aumentando o valor discutido na ação.
Trabalhar com óleo e graxa gera insalubridade?
Não é simplesmente estar com a mão suja de graxa que garante o adicional.
É necessário analisar quais produtos eram utilizados, a frequência do contato, como o serviço era executado e quais equipamentos de proteção eram fornecidos pela empresa.
Por exemplo, um mecânico pode passar boa parte da jornada desmontando motores, realizando troca de óleo, manipulando peças contaminadas, aplicando graxa e utilizando produtos químicos para limpeza.
Essas condições precisam ser analisadas tecnicamente.
A empresa fornece luvas. Mesmo assim posso ter direito?
Pode.
O simples fornecimento de luvas ou de outro Equipamento de Proteção Individual (EPI) não significa automaticamente que a insalubridade foi eliminada.
É necessário verificar se o equipamento era adequado ao agente químico, se era substituído corretamente, se havia treinamento e, principalmente, se efetivamente neutralizava a exposição.
Em processos trabalhistas envolvendo insalubridade, normalmente é realizada uma perícia técnica para avaliar as condições em que o empregado trabalhava.
Gasolina pode gerar insalubridade?
A gasolina possui componentes químicos potencialmente prejudiciais à saúde.
Porém, o direito ao adicional dependerá da forma e da frequência da exposição, das atividades realizadas e das demais condições existentes no ambiente de trabalho.
Por isso, cada situação precisa ser analisada individualmente.
Mecânico: você pode ter dinheiro para receber
Se você trabalha ou trabalhou como mecânico, auxiliar de mecânico ou profissional de manutenção e tinha contato frequente com óleo, graxa, gasolina, solventes ou outros produtos químicos, procure orientação.
Você pode estar deixando de receber R$ 648,40 todos os meses.
Em cinco anos, somente o adicional pode representar aproximadamente R$ 38 mil, antes da análise de eventuais reflexos e demais direitos.
Não recebe insalubridade?
Clique agora no botão do WhatsApp e fale com um advogado trabalhista.
Conte como era sua rotina de trabalho e quais produtos você utilizava. Seu caso pode ser analisado para verificar se existe direito ao adicional de insalubridade de até 40%.
Não deixe seus direitos para depois. Entre em contato pelo WhatsApp agora.




